sábado, 25 de junho de 2011

Eficiência nos gastos públicos

E mais um recurso volta aos cofres da União... Esta é uma triste e trágica realidade vivida por milhares de municípios brasileiros. Infelizmente a maioria dos prefeitos do Brasil não colocam como prioridade em suas plataformas de governo a gestão qualificada e eficiente, além da alocação correta dos investimentos feitos em suas respectivas cidades.

Muitos se preocupam e conhecem os principais problemas do município, entretanto as ações são ineficazes, não existindo, em vários municípios mineiros como também de todo Brasil, uma equipe técnica qualificada, capaz de suprir a demanda de serviços e problemas que a população enfrenta, através de projetos que consigam assegurar os recursos e investimentos necessários.

Enquanto o chefe do executivo municipal ficar se preocupando apenas com a próxima eleição ou com problemas secundários e de menor importância, nenhuma grande alteração acontecerá de fato na sociedade. Já está mais do que na hora das prefeituras começarem a se organizar de forma mais eficaz, buscando uma gestão que priorize os grandes investimentos, sobretudo nas áreas de maior carência dos municípios.



Planejamento, coordenação, modernização e o aperfeiçoamento da máquina pública culminam em menos despesas para o município e uma melhor prestação de serviços à população, gerando assim um círculo virtuoso onde todo trabalho está voltado para a máxima eficiência e eficácia dos gastos, evitando desperdícios, combatendo as fraudes e desvios de recursos.

A legislação brasileira avança no sentido de tornar cada vez menores ou mesmo inexistentes práticas imorais, ilegais e desonestas, como a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano de 2000 e, mais recente, a Lei do Ficha Limpa em 2010, que foi votada, aprovada e sancionada graças ao clamor da sociedade brasileira, porém de nada adianta se não tivermos a cultura organizacional bem formulada e implantada dentro do planejamento de gestão, pois assim teremos governos voltados exclusivamente para as necessidades reais e latentes da população.

Fica a pergunta: O prefeito (a) de sua cidade faz uma boa gestão? Se sim, parabéns, se não, 2012 se aproxima.    

3 comentários:

  1. Além de não haver a cultura organizacional, existe também a cultura de se colocar em cargos públicos pessoas que prestaram serviço na campanha ou que apoiaram a campanha, ou mesmo apadrinhados de líderes políticos: Vereadores, deputados, secretários etc. Isso infla a folha de pagamento e ao mesmo tempo dá a máquina uma lentidão nos rumos, pois a maioria são de pessoas ineficientes e que não possuem qualificação para o cargo ao qual está exercendo.

    Voltando a nossa casa, talvez esse foi o maior entrave para o desenvolvimento da administração municipal em Teófilo Otoni nos últimos anos.

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  2. Concordo plenamente! Tivemos ainda um problema maior em TO que foi a invasão de pessoas de fora da cidade que não trouxeram a eficiência e a qualidade esperada na prestação de seus serviços e atividades para a população. Certamente pessoas mais qualificadas, preparadas e de maior conhecimento do município dariam uma contribuição muito maior na prática do serviço público em nossa cidade.

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  3. Sem comentários,a politica do Brasil é vergonhosa,é uma cultura muita atrasada, onde o dinheiro é a unica visão dos nossos politicos, esquecendo os mesmos, que da mesma maneira que colocamos todos eles no poder, temos o mesmo para tirá-los de lá, a corrupção infelizmente está em nosso sangue,e cabe a nós nos livrarmos desse mal cânceroso que nos corroi cada vez mais. Temos que admitir que a nossa cultura de 500 anos não se compara com um povo de cultura milenar como os orientais, sendo assim temos que trabalhar cada vez com mais afinco, para erradicar esse mal de uma vez por todas. Posto aqui a minha indignação!

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