quinta-feira, 30 de junho de 2011

Tempo, dinheiro e obras

Hoje o governo chinês inaugurou a maior ponte do mundo sobre o mar. 
Coisa cinematográfica!! Mas o que mais me chamou a atenção, foi o tempo e o custo da obra.




Enquanto no Brasil temos inúmeras obras inacabadas, com desvios de recursos e superfaturamento por parte de muitos (algumas demoram décadas como no caso da rodovia transnordestina) a China dá este grande exemplo de organização e compromisso com o dinheiro público ao finalizar esta obra.






Sendo assim, vamos aos números:

Tamanho da ponte: 36,48 km
Tempo da construção da obra: Início de 2007 à julho de 2011
Custo da obra: 14,8 bilhões de yuans (cerca de R$ 3,6 bilhões).

Está sendo discutido no congresso nacional propostas de modelos para as licitações das obras de nossos aeroportos e estádios, além das obras estruturantes nas vias de acesso aos estádios nas cidades-sede para a copa do mundo e para as olimpíadas. 

Quem sabe algum deputado (a), senador (a) ou mesmo o executivo federal não dê como exemplo esta obra chinesa, onde tudo saiu conforme o planejado, respeitando todos os prazos previstos e sem desvio de recursos e/ou corrupção. É esperar pra ver...


Abraços.

sábado, 25 de junho de 2011

Eficiência nos gastos públicos

E mais um recurso volta aos cofres da União... Esta é uma triste e trágica realidade vivida por milhares de municípios brasileiros. Infelizmente a maioria dos prefeitos do Brasil não colocam como prioridade em suas plataformas de governo a gestão qualificada e eficiente, além da alocação correta dos investimentos feitos em suas respectivas cidades.

Muitos se preocupam e conhecem os principais problemas do município, entretanto as ações são ineficazes, não existindo, em vários municípios mineiros como também de todo Brasil, uma equipe técnica qualificada, capaz de suprir a demanda de serviços e problemas que a população enfrenta, através de projetos que consigam assegurar os recursos e investimentos necessários.

Enquanto o chefe do executivo municipal ficar se preocupando apenas com a próxima eleição ou com problemas secundários e de menor importância, nenhuma grande alteração acontecerá de fato na sociedade. Já está mais do que na hora das prefeituras começarem a se organizar de forma mais eficaz, buscando uma gestão que priorize os grandes investimentos, sobretudo nas áreas de maior carência dos municípios.



Planejamento, coordenação, modernização e o aperfeiçoamento da máquina pública culminam em menos despesas para o município e uma melhor prestação de serviços à população, gerando assim um círculo virtuoso onde todo trabalho está voltado para a máxima eficiência e eficácia dos gastos, evitando desperdícios, combatendo as fraudes e desvios de recursos.

A legislação brasileira avança no sentido de tornar cada vez menores ou mesmo inexistentes práticas imorais, ilegais e desonestas, como a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano de 2000 e, mais recente, a Lei do Ficha Limpa em 2010, que foi votada, aprovada e sancionada graças ao clamor da sociedade brasileira, porém de nada adianta se não tivermos a cultura organizacional bem formulada e implantada dentro do planejamento de gestão, pois assim teremos governos voltados exclusivamente para as necessidades reais e latentes da população.

Fica a pergunta: O prefeito (a) de sua cidade faz uma boa gestão? Se sim, parabéns, se não, 2012 se aproxima.